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Coração

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Uma Vida Black Star

1 de fevereiro de 2016
uma vida black star david bowie-01

A morte de David Bowie me fez pensar na efemeridade da vida e como mudei em tão pouco tempo. Cresci assustadoramente e não me reconheço ao olhar para o lado.

Utópico, caridoso e contestador, uma fúria dentro do peito. Eu rezei todos os dias para que quando esse brilho faltasse em meus olhos, minha luz se apagasse, mas meu fogo consumisse gerações. Veja Mais…

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Os olhos de quem não produz

7 de janeiro de 2016
Os olhos de quem não produz

Existe uma energia contrária. Algo que reluta no peito dos desgostosos.

Aqueles que curtem as estações, percebem as horas na inércia do sofá. Algo incomoda aqueles bons de cama, cansados por natureza, os famosos berço de ouro. Veja Mais…

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A arte de se iludir

21 de outubro de 2015
Francesca Woodman

A muito tempo não escrevo. Ando muito ocupado me iludindo com a vida. Casas, prédios, viagens, amores, promoções no trabalho (que nunca chegam), enfim, ando ocupado demais com futilidades diárias.

Esqueci de olhar o sol, sentir o calor e agradecer pela sua existência que invade a minha pele e me traz vitalidade. Resultado disso foi um déficit de vitamina D (epidemia mundial causada pela falta do sol). Continuamos assim, a procura da batida perfeita e com peles brancas e doentes.

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O que aprendi no Pico da Bandeira

27 de julho de 2015
Pico da Bandeira 01-01-01

Alcancei o topo da 3ª montanha mais alta do Brasil. Pensei em inúmeros dizeres para falar sobre o que senti enquanto vivenciava aquele momento. Entretanto, resolvi falar dos meus sentimentos e sobre o que essa experiência significou pra mim.

A muitos anos namoro o Pico da Bandeira. Sempre na minha to do list, ele estava lá. Lindo, intocável e distante. Esse ano a minha independência gritou mais forte. Queria sentir a dor e o prazer de destruir os meus limites. Viver a beira do abismo, descobrir fraquezas, sentir o fim e curtir as consequências. Cheguei como quem nada quer no Parque Nacional do Caparaó. Me portei como quem estava de férias, curtindo. Depois de 9km de duras trilhas e escaladas, sensações térmicas abaixo de zero, caminhadas noturnas intermináveis, enjôos causados pela altitude, dores e outras consequências da fadiga muscular… Me sinto diferente e gostaria de compartilhar algumas coisinhas com vocês! 🙂

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A crise de Miami-Dade

16 de junho de 2015
A crise de Miami-Dade

Como as grandes organizações têm pegado carona na “crise” dos desavisados para explorar ainda mais os seus funcionários/ colaboradores a fim de otimizar os seus lucros.

Agora o assunto do momento é crise. Escuto por todos os cantos. Desde a lanchonete em que tomo o meu café, até na cantina onde almoço no trabalho. Especula-se: o mercado está difícil. Pois é, realmente está. O motivo? Não me arrisco a apontar, mas juro ser uma crise de identidade e valores morais. O que ninguém se atenta e não consegue enxergar é que os grandes banqueiros e administradores exploradores de mão de obra brasileira, estão cada dia mais ricos. No máximo, ganham menos. Algo está errado? Claro!

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Vaidade Capitalista

9 de abril de 2015
vaidade capitalista

O dinheiro é parceiro da maldade. Será que eu realmente quero ser um deles?

Sonhei com grandes impérios, suítes presidenciais e as melhores bebidas do mundo. O emprego tão esperado e o reconhecimento de uma nação. Me imaginei casando em Las Vegas, paquerando um popstar do momento e dançando entre os queridinhos de Hollywood. Meu universo particular sempre foi recheado de grandes histórias, com bastante luxo, drogas, glamour e sexo.

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Admirável Cidade Nova

25 de março de 2015
Belo Horizonte

As pessoas são receptivas e quentes, mas dentro da sua própria zona de conforto.

Cheguei com medo. Descobri que ser corajoso não é deixar de senti-lo, mas não ficar paralisado perante os desafios. Novos desafios, novas pautas e perspectivas. Ao mesmo tempo que me sinto solitário, me sinto livre e independente como nunca me senti antes. Sinto falta de casa, mas o sentimento de mundo é muito maior. O coração grita e eu apenas escuto. Por alguns instantes perco o raciocínio para a emoção. Quero mais. Preciso me perder entre as casas, pessoas, cheiros. Preciso me afogar na multidão para me sentir vivo. Preciso me perder entre estações para encontrar o significado da minha existência. Preciso apalpar outros corpos para descobrir o meu próprio tesão.

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Alice

6 de fevereiro de 2015
Silvinha Biu

Todos querem saber o final da minha história.

Alice não queria ser tocada. Não queria que ninguém sentisse sua energia destruída. Seus conceitos estavam obsoletos e não a representavam mais. Seus dedos, não pegavam nada, muito menos felicidade. A energia se encontrava fora do controle. Fim dos tempos particular. Vejo sua boca entreaberta, sua fala desconexa e me recordo do passado. Perdido entre ideologias turvas e conceitos revogados. Eu sei que tenho culpa, mas sou fruto do meio. Nada dói mais que o ócio. Perder nem sempre é um degrau para o sucesso.

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Melancolia da perda narcisista

28 de janeiro de 2015
yago partal

Uma reflexão sobre a obrigação do dom da vida.

Viver cansa. É como olhar as folhas caindo da janela do meu quarto por uma eternidade. Tudo na vida pode ser igual. E quando passar a juventude? A tendência é que tudo em minha vida caia, a velhice deixe marcas irreversíveis, as doenças se alastrem e meus amigos partam. O final é solitário para todos. Enfim, continuar vivendo não acrescenta nada; ao contrário, as possibilidades de sofrimento aumentam e muito.

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O outro lado da maçã

22 de janeiro de 2015
O outro lado da maçã - Flora Borsi

Ela finalmente saia do limite da sanidade.

Ela tinha acabado de chegar ao hall. Seus cabelos escuros como o pinche, se contrastavam com a beleza clara e melancólica da sua pele branca. Não sabia porque se encontrava ali, e entre alegorias de morcegos e vespas se colocou a pensar. O que seria em tal momento o seu pior erro? Ela só queria encontrar “a coisa dentro da própria coisa’’, mas os “poréns” eram uma barreira que a arrastava a uma ditadura sem precedentes.

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