Coração

A crise de Miami-Dade

16 de junho de 2015
A crise de Miami-Dade

Como as grandes organizações têm pegado carona na “crise” dos desavisados para explorar ainda mais os seus funcionários/ colaboradores a fim de otimizar os seus lucros.

Agora o assunto do momento é crise. Escuto por todos os cantos. Desde a lanchonete em que tomo o meu café, até na cantina onde almoço no trabalho. Especula-se: o mercado está difícil. Pois é, realmente está. O motivo? Não me arrisco a apontar, mas juro ser uma crise de identidade e valores morais. O que ninguém se atenta e não consegue enxergar é que os grandes banqueiros e administradores exploradores de mão de obra brasileira, estão cada dia mais ricos. No máximo, ganham menos. Algo está errado? Claro!


A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que mesmo com a ajuda de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família (tão criticado dentre os exploradores em questão), o ritmo de crescimento de renda dos 10% mais pobres do país foi mais fraco do que o dos 10% mais ricos em 2013, na comparação com um ano antes. Sendo assim, podemos constatar, que mesmo com ajudas paternalistas, o rombo deixado pelos grandes banqueiros e administradores na classe trabalhadora, não é nem de longe minimizado pelas ajudas dadas pelo governo. Os dados não mentem.

Precisamos de uma mudança urgente na metodologia de trabalho atual, trato com o humano e valorização do trabalho braçal e intelectual. A classe operária deve se unir. Talvez, fazer uso da força. Caso contrário, temo que iremos assistir cada dia mais a infelicidade e baixa auto estima dos trabalhadores que trabalham em empresas que os vislumbram como facilitadores de lucro, escravos do capital e acima de tudo: COMO MÁQUINAS QUE NASCERAM PARA O TRABALHO E QUE NÃO TÊM DIREITO A CULTURA, AMOR E LAZER (e luxo! Por que não?). Caso a mudança não ocorra, vamos todos continuar a observar as viagens pela Europa, carros importados, roupas de grife e status quo mantidos pelo sangue dos seus funcionários em “tempos de crise”. Me dê sua mão e repita: isso tem que mudar, isso vai mudar.

PS: Falo das grandes organizações, porém, esse tipo de prática é comum em empresas de todos os tamanhos. 😉


Imagem: autor desconhecido

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